terça-feira, 17 de julho de 2012


A LENDA DO GALO DE BARCELOS
(Criação de Olívia Batista e Junior Natureza - entoada no rítmo do côco/embolada)
Era rima, era prima
Era prima, era rima
O galego aperreado
O galo caiu na rima!

Há muitos e muitos anos
diz o povo e cantou
um peregrino galego
a Santiago viajou!

Na saída de  Barcelos
lhe armaram uma cilada
na feira foi acusado
de umas pratas ter roubado!

Inocente ele era
a morte foi condenado
apelou para o Juiz
que ele estava enganado!

O galego foi chegando
bem na hora do jantar
e o Juiz se preparando
para o galo devorar!

Seu doutor sou inocente
me desculpe a intromissão
fui aqui nesta cidade
acusado de ladrão!

Se sentindo injustiçado
se dizendo inocente
quanto aquele galo assado
que ainda estava quente!

E o Juiz esfomeado
vendo aquela invasão
empurra o prato pro lado
e resmunga um palavrão!

Não adianta apelar
prá forca vou lhe mandar
o seu caso é muito sério
só um milagre para salvar!

Foi cilada seu doutor
caso de arrepiar
prá provar minha inocência
esse galo vai cantar!

O Juiz cheio de fome
não acreditou no homem
enquanto ele comia
o outro para a forca ia!

A surpresa está por vir
você não vai acreditar
no final dessa história
o galo veio a cantar!

Ocorreu um fato estranho
um tanto inesperado
porta afora foi saindo
com o olhar esbugalhado!

O Juiz ia gritando
que o galo tinha cantado
que o cabra era inocente
e não fosse enforcado!

Com injustiça não se brinca
Nem de noite nem de dia
Se não fosse aquele galo
Na certa ele morria!

O galego aliviado
Seu caminho prosseguiu
Partindo prá Santiago
Nada mais o impediu!

Agradecendo o milagre
Ao seu santo protetor
Que usou aquele galo
Prá ser seu salvador!

Era  rima, era prima
Era prima, era rima
O galego aperreado
O galo caiu na rima!


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