Maria Zoronga é um misto de figuras interessantes, não menos loucas, que andaram... ou andam pelas ruas de Barbacena... e do mundo. É um gesto de um, um lenço de outro, um jeito de dançar, de falar... é mais uma louca... com suas alegrias e tristezas, filosofias e manias... É desengonçada, destrambelhada, destemperada, desassossegada, desobediente e desaforada, porém, é destemida, desafiadora, descontraída e descolada
terça-feira, 15 de outubro de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Poeta ou Louco
(Eliana Raise)
Não seu se sou poeta
ou se louco
Só sei, que palavras embalam meu cérebro,
e desconcertam-me o rumo.
Versos em meu peito nascem,
causando-me delírios.
Não sei se sou poeta
ou se sou louco.
Só sei que
lágrimas choro, de outros olhos,
dores tenho, de outros corações,
e perverto-me com paixões que não são minhas.
Não sei se sou poeta
ou se sou louco.
Só sei,
que sede tenho, somente de escrever
que fome tenho, somente de encantar e
ganância tenho, somente do luar.
Não se sou poeta
ou se louco.
Só sei que
caminho pelas ruas rimando sonhos,
procurando prazeres,
desvendando mistérios,
amando os desamados e
encantando os desalmados.
Ainda não decidi
Se quero ser poeta ou
Se quero ser louco...
quarta-feira, 26 de junho de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Maria Zoronga e a Romaria do Trabalhador
52 anos! O meu melhor presente foi ter participado hoje da Romaria e da Missa do Trabalhador no Jubileu de São José Operário... Obrigada meu Deus, obrigada a minha família, especialmente minha mãe que me trouxe ao mundo em um dia tão especial, e que botou todos nós prá frente com esse espírito de luta e de coragem. Obrigada aos amigos do Movimento Cidadania Já, com quem eu tenho partilhado estes momentos especiais de informação, cidadania, cultura e arte. Obrigada aos companheiros dos sindicatos que estiveram presentes e o Instituto 1° de Maio que tão bem organizou e coordenou a romaria... A vida continua com muita luta, fé, coragem, alegria e arte... Obrigada a todos os amigos que, de uma forma ou de outra, dividiram comigo este dia especial! Olivia Batista (Foto: www.barbacenamais.com.br)
domingo, 24 de março de 2013
Maria Zoronga e a Caminhada Ecológica na Serra de São José - Tiradentes/MG/Brasil
Um belo banho de cachoeira, nestas águas carameladas pela decomposição orgânica, depois de uma delícia de caminhada e uma apresentação especial!
Foto: Dyonathan Oliveira
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
PERFORMANCE DE NATAL - AVEIRO/PORTUGAL
Os atores Klaas Kleber, Olivia Batista e Anna Carminatti, abrilhantaram a cidade de Aveiro/Portugal com a Performance Auto de Natal Circense... Numa montagem dinâmica, colorida, musical, e em poema de cordel, os três artistas levaram aos aveirenses um pouco da magia, da beleza, da alegria e do jeito mineiro de comemorar o natal!
"Graças ao céu pastores...
De que Patrícios...
Não viste ontem as ovelhas como pastavam contentes...
Vimos sim senhor velho, que novidade temos...
Pois aquelas ovelhas que pastavam no ordeiro, hoje pelos mares e campinas, é dito pelas
bocas mais divinas, que o menino Deus é nascido na lapa de Belém...
Êhhhh! É chegado o tempo de nossa alegria...
Sim , senhor velho, e o queremos em nossa companhia, com muito amor e alegria..."
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Maria Zoronga, um
clown? Como assim?
Foram estas as
perguntas que fiz a Klaas Kleber quando ele afirmou que Maria
Zoronga não era uma personagem, que ela era um clown, o meu clown!
Estava em Lisboa para uma
temporada de três meses nos quais faria uma Formação em Sustentabilidade e
Biodiversidade pelo Projeto Inquire, no
Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.
Cheguei em 15/01 e a primeira
etapa da formação terminaria em 05/02, mas para aproveitar o custo da viagem
que corria tudo por minha conta, planejei esticar a estadia e me ajuntar com os
artistas que lá conhecera, na primavera passada, em um jantar na casa do primo
Kleber.
Para isso havia trazido na
bagagem, a própria Maria Zoronga, a boneca Abba Dara, um pandeiro, um “ovinho” ,
um triângulo e um tamborim e com isso pretendia aproveitar a viagem e tocar e
cantar e dançar com esses artistas, além de me aperfeiçoar no teatro, é
claro... Ah, estava me esquecendo do Palhaço Laranjinha!
Não é a toa que me esqueci dele...
Nem saiu da mala, pois Kleber nem
quis conhecê-lo. Imaginou logo que seria mais um daqueles palhaços esteriotipados, sem formação, que se apresentavam em festinhas de crianças
com piadas e brincadeiras desconexas e
descontextualizadas... E era...Mesmo
porque não havia passado de uma apresentação experimental no dia das crianças
no projeto das Irmãs Passionistas , na periferia de Barbacena. Era inexperiente
e cheio de defeitos embora tivesse agradado tanto aquelas crianças que nunca
tinham visto um palhaço, de perto, e ainda mais, a distribuir balas...
Acabei concordando com ele.
“Matei” Laranjinha. A função seria mesmo da Maria Zoronga!
Como assim? Quem era a Maria Zoronga, tão poderosa que
poderia fazer qualquer coisa que quisesse?
Fui lhe contando a história dela,
que havia surgido na possibilidade de me apresentar na abertura de uma Conferência de Saúde
Mental que estava para acontecer, ano passado, no município e que era uma personagem
inspirada naquelas figuras loucas, engraçadas e diferentes que eu vira perambular pelas ruas da cidade.
Contei-lhe ainda a origem do nome, de como tinha sido a reação favorável das
duas primeiras pessoas que viram o primeiro texto, que a apresentação na tal conferencia tinha furado mas que ela
havia se apresentado duas vezes na escola e uma outra, no projeto das
irmãs. Que as vezes conseguia fazer rir com
seus questionamentos que há muito tempo me incomodavam. E que ela estava
fazendo ou falando algumas coisas que eu mesma gostava de fazer ou falar...
Foi aí que ele me explicou que ela era o meu clown e comecei a me interessar pelo o
assunto (já tinha ouvido falar em “Clown”, no Grupo Teatral CENARTE, onde tive a oportunidade de ingressar no
Teatro, aos 47 anos de idade, e onde permaneci de jan2008 a meados de 2011. Apenas
associara “clown” a “palhaço”, na única
esquete do grupo, em que participei como tal)
A princípio foram conversas e exercícios
associados à preparação da
performance que apresentaríamos na Exposição de bonecos e Concerto de nosso
amigo Junior Natureza. Ele representando o Caixeiro Viajante e eu, Olivia
Batista, a passante na história “A
árvore de dinheiro”, adaptada e dirigida
por Klaas Kleber.
Feita a primeira
apresentação, hora de avaliação e
acertos. A expressão facial, estava boa, apesar do lenço na cabeça, relíquia
preciosa, lembrança de uma madrinha
falecida, que estava atrapalhando a
magnitude dessa expressão. A versatilidade e a mobilidade corporal na
comunicação com o público e a exploração desses movimentos, deveriam melhorar pois seriam fundamentais para o bom desempenho de um clown
que se propunha a aperfeiçoar. No mais
tudo bem! Era o começo da “evolução de
Maria Zoronga”
Sob a orientação de um diretor
estudioso e experiente, seus movimentos
cresceram, seu figurino foi se enriquecendo , seus cabelos saltaram e seus
olhos, sem os óculos coloridos,terminantemente proibidos por ele, passaram a transmitir toda a minha
expressividade.
Juntos com a preparação prática
para as próximas apresentações, vieram uma oficina de “Corpo e Movimento” e a primeira leitura do que viria a ser o
livro “O Clown “ de Klaas Kleber.
Reflexões, questionamentos e discussões também foram fazendo parte desse
processo de evolução e aperfeiçoamento durante essa primeira estadia em Lisboa.
E na carona da viagem, uma oficina de confecção de “Mamulengos de Vara” e algumas oportunidades de praticar mais um
pouco, no pandeiro e no “ovinho”.
De volta ao Brasil, paralelamente à etapa de execução do
projeto proposto em Coimbra, surgiu a oportunidade de eventuais apresentações voluntárias
nas atividades do PROEMAM/Programa Meio Ambiente em Movimento, da Policia Ambiental da 13ª Cia de Barbacena,
dos quais, o Instituto Rio Limpo, ao qual pertenço, é parceiro. Apresentei Maria Zoronga na escola, onde trabalhava e na 1ª Ação
Integrada de Meio Ambiente, onde Maria e
a boneca Letícia recepcionavam os alunos e visitantes.
Retornando a Portugal para
apresentar o meu trabalho em Coimbra, novamente dei continuidade à busca do
aperfeiçoamento artístico tendo a oportunidade de participar do lançamento do
livro “O Clown” de Klaas Kleber, em um
primeiro momento na Casa do Brasil de Lisboa e a seguir na Semana de Palhaços,
em Évora, eventos esses ocorridos em julho de 2012.
Também em Évora pude participar
de debates além de vasta programação cultural nas ruas e
praças da cidade, bem como na sede no grupo PIM TEATRO, organizador do evento.
Nessas idas e vindas de Portugal
me apresentei em mais outras três escolas já me preparando para
apresentar “Maria Zoronga e a Biodiversidade” no Forum Inquire que se realizaria
em Coimbra em novembro . Ciente de que
não era uma personagem e sim um clown, verdadeiro... Que poderia utilizar de todas as minhas experiências de vida e de trabalho,de todas
as angústias pessoais e sociais que vivenciei e ainda vivencio, de todas as
observações do cotidiano de adultos e
crianças, de todo movimentos observados
ao redor, para dar vida a objetos, contar histórias, improvisar cenas e cenários,
criticar e ridicularizar a política e as ações
indesejadas dos políticos, debochar de conceitos e preconceitos, morais,
religiosos, utilizando toda a minha
criatividade e expressividade para brincar,
rir e fazer chorar com a minha própria história.
Conhecimentos estes que pude
aperfeiçoar e aplicar durante a participação na Oficina de Clown, realizada
pelo Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro . A oficina, ministrada por Klaas Kleber , foi concluída
com êxito, pela espetacular apresentação final dos trabalhos, onde cada dupla
de aprendizes do ofício, demonstrou na prática, a importância da formação, da
fundamentação teórica, dos exercícios
físicos, do treinamento corporal, facial, dentre outros, fundamentais
para o aperfeiçoamento profissional e crescimento pessoal de cada um dos
presentes.
E para fechar um ano riquíssimo
em experiências artísticas tive a oportunidade de participar do “Auto de Natal
Circense” com klaas Kleber e Anna Carminatti, pelas ruas e praças de Aveiro.
Atividades prá “clown nenhum botar defeito”, diriam os
mais velhos...
Olivia Batista
Professora Aposentada, Atriz e
Educadora Ambiental
Barbacena/Minas Gerais/Brasil
Janeiro/2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Maria Zoronga e a reciclagem de lixo
Maria Zoronga, em homenagem aos catadores da ASCAS, no Encontro Presencial do Forum Saúde Mental e Trabalho cujo tema foi Trabalho Informal, realizado na UFSJ em 21/03/2013
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