segunda-feira, 15 de julho de 2013

Poeta ou Louco
(Eliana Raise)


Não seu se sou poeta
ou se louco
Só sei, que palavras embalam meu cérebro,
e desconcertam-me o rumo.
Versos em meu peito nascem,
causando-me delírios.
Não sei se sou poeta
ou se sou louco.
Só sei que
lágrimas choro, de outros olhos,
dores tenho, de outros corações,
e perverto-me com paixões que não são minhas.
Não sei se sou poeta
ou se sou louco.
Só sei,
que sede tenho, somente de escrever
que fome tenho, somente de encantar e
ganância tenho, somente do luar.
Não se sou poeta
ou se louco.
Só sei que
caminho pelas ruas rimando sonhos,
procurando prazeres,
desvendando mistérios,
amando os desamados e 
encantando os desalmados.
Ainda não decidi
Se quero ser poeta ou 
Se quero ser louco...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Maria Zoronga e a reciclagem no Forum de Saúde Mental e Trabalho da UFSJ - Universidade Federal de São João del Rei

http://youtu.be/hZejyQ24wCI 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Maria Zoronga e a Romaria do Trabalhador






52 anos! O meu melhor presente foi ter participado hoje da Romaria e da Missa do Trabalhador no Jubileu de São José Operário... Obrigada meu Deus, obrigada a minha família, especialmente minha mãe que me trouxe ao mundo em um dia tão especial, e que botou todos nós prá frente com esse espírito de luta e de coragem. Obrigada aos amigos do Movimento Cidadania Já, com quem eu tenho partilhado estes momentos especiais de informação, cidadania, cultura e arte. Obrigada aos companheiros dos sindicatos que estiveram presentes e o Instituto 1° de Maio que tão bem organizou e coordenou a romaria... A vida continua com muita luta, fé, coragem, alegria e arte... Obrigada a todos os amigos que, de uma forma ou de outra, dividiram comigo este dia especial! Olivia Batista (Foto: www.barbacenamais.com.br)

domingo, 24 de março de 2013

Maria Zoronga e a Caminhada Ecológica na Serra de São José - Tiradentes/MG/Brasil



Um belo banho de cachoeira, nestas águas carameladas pela decomposição orgânica, depois de uma delícia de caminhada e uma apresentação especial!
Foto: Dyonathan Oliveira

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

PERFORMANCE DE NATAL - AVEIRO/PORTUGAL


Os atores Klaas Kleber, Olivia Batista e Anna Carminatti, abrilhantaram a cidade de Aveiro/Portugal com a Performance Auto de Natal Circense... Numa montagem dinâmica, colorida, musical, e em poema de cordel, os três artistas levaram aos aveirenses um pouco da magia, da beleza, da alegria e do jeito mineiro de comemorar o natal!
"Graças ao céu pastores...
De que Patrícios...
Não viste ontem as ovelhas como pastavam contentes...
Vimos sim senhor velho, que novidade temos...
Pois aquelas ovelhas que pastavam no ordeiro, hoje pelos mares e campinas, é dito pelas
bocas mais divinas, que o menino Deus é nascido na lapa de Belém...
Êhhhh! É chegado o tempo de nossa alegria...
Sim , senhor velho, e o queremos em nossa companhia, com muito amor e alegria..."


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Manifestação contra a Lei Delegada! O povo tá ficando esperto...


Maria Zoronga, um clown? Como assim?

Foram  estas  as perguntas  que fiz a  Klaas Kleber quando ele afirmou que Maria Zoronga não era uma personagem, que ela era um clown, o meu clown!
Estava em Lisboa para uma temporada de três meses nos quais faria uma Formação em Sustentabilidade e Biodiversidade pelo Projeto Inquire,  no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.
Cheguei em 15/01 e a primeira etapa da formação terminaria em 05/02, mas para aproveitar o custo da viagem que corria tudo por minha conta, planejei esticar a estadia e me ajuntar com os artistas que lá conhecera, na primavera passada, em um jantar na casa do primo Kleber.
Para isso havia trazido na bagagem, a própria Maria Zoronga, a boneca Abba Dara, um pandeiro, um “ovinho” , um triângulo e um tamborim e com isso pretendia aproveitar a viagem e tocar e cantar e dançar com esses artistas, além de me aperfeiçoar no teatro, é claro... Ah, estava me esquecendo do Palhaço Laranjinha!
Não é a toa que me esqueci  dele...  Nem saiu da mala, pois  Kleber nem quis conhecê-lo. Imaginou logo que seria mais um daqueles palhaços  esteriotipados, sem formação,  que se apresentavam em festinhas de crianças com piadas e brincadeiras  desconexas e descontextualizadas...  E era...Mesmo porque não havia passado de uma apresentação experimental no dia das crianças no projeto das Irmãs Passionistas , na periferia de Barbacena. Era inexperiente e cheio de defeitos embora tivesse agradado tanto aquelas crianças que nunca tinham visto um palhaço, de perto, e ainda mais, a distribuir balas...
Acabei  concordando  com ele.  “Matei” Laranjinha. A função seria mesmo da Maria Zoronga!
Como assim?  Quem era a Maria Zoronga, tão poderosa que poderia fazer qualquer coisa que quisesse?
Fui lhe contando a história dela, que havia surgido na possibilidade de me apresentar  na abertura de uma Conferência de Saúde Mental que estava para acontecer, ano passado,  no município e que era uma personagem inspirada naquelas figuras loucas, engraçadas e diferentes  que eu vira perambular pelas ruas da cidade. Contei-lhe ainda a origem do nome, de como tinha sido a reação favorável das duas primeiras pessoas que viram o primeiro texto, que a apresentação  na tal conferencia tinha furado mas que ela havia se apresentado duas vezes na escola e uma outra, no projeto das irmãs.  Que as vezes conseguia fazer rir com seus questionamentos que há muito tempo me incomodavam. E que ela estava fazendo ou falando algumas coisas que eu mesma gostava de fazer ou falar...
Foi aí que ele me explicou  que ela era o meu clown e comecei  a me interessar  pelo  o assunto     (já tinha ouvido falar em “Clown”, no  Grupo Teatral CENARTE,  onde tive a oportunidade de ingressar no Teatro, aos 47 anos de idade, e onde permaneci de jan2008 a meados de 2011. Apenas associara “clown” a “palhaço”,  na única esquete do grupo,  em que participei  como tal)
A princípio  foram conversas  e exercícios  associados à  preparação da performance que apresentaríamos na Exposição de bonecos e Concerto de nosso amigo Junior Natureza. Ele representando o Caixeiro Viajante e eu, Olivia Batista,  a passante na história “A árvore de dinheiro”, adaptada  e dirigida por Klaas Kleber. 
Feita a primeira apresentação,  hora de avaliação e acertos. A expressão facial, estava boa, apesar do lenço na cabeça, relíquia preciosa,  lembrança de uma madrinha falecida,  que estava atrapalhando a magnitude dessa expressão. A versatilidade e a mobilidade corporal na comunicação com o público e a exploração desses   movimentos, deveriam melhorar pois seriam  fundamentais para o bom desempenho de um clown que se propunha a aperfeiçoar.  No mais tudo bem! Era o começo da “evolução  de Maria Zoronga”
Sob a orientação de um diretor estudioso e experiente,  seus movimentos cresceram, seu figurino foi se enriquecendo , seus cabelos saltaram e seus olhos, sem os óculos coloridos,terminantemente proibidos por ele,  passaram a transmitir toda a minha expressividade.
Juntos com a preparação prática para as próximas apresentações, vieram uma oficina de “Corpo e Movimento”  e a primeira leitura do que viria a ser o livro “O Clown “  de Klaas Kleber. Reflexões, questionamentos e discussões também foram fazendo parte desse processo de evolução e aperfeiçoamento durante essa primeira estadia em Lisboa. E na carona da viagem, uma oficina de confecção de “Mamulengos de Vara”  e algumas oportunidades de praticar mais um pouco,  no pandeiro e no “ovinho”.
De volta ao Brasil, paralelamente à etapa de execução do projeto proposto em Coimbra, surgiu a oportunidade de eventuais apresentações voluntárias nas atividades do PROEMAM/Programa Meio Ambiente em Movimento,  da Policia Ambiental da 13ª Cia de Barbacena, dos quais, o Instituto Rio Limpo, ao qual pertenço, é parceiro.  Apresentei Maria Zoronga  na escola, onde trabalhava e na 1ª Ação Integrada de Meio Ambiente, onde  Maria e a boneca Letícia recepcionavam os alunos e visitantes.
Retornando a Portugal para apresentar o meu trabalho em Coimbra, novamente dei continuidade à busca do aperfeiçoamento artístico tendo a oportunidade de participar do lançamento do livro “O Clown” de Klaas Kleber,  em um primeiro momento na Casa do Brasil de Lisboa e a seguir na Semana de Palhaços, em Évora, eventos esses ocorridos em julho de 2012.
Também em Évora pude participar de debates  além  de vasta programação cultural nas ruas e praças da cidade, bem como na sede no grupo PIM TEATRO, organizador do evento.
Nessas idas e vindas de Portugal me apresentei em  mais  outras três escolas já me preparando para apresentar “Maria Zoronga e a Biodiversidade” no Forum Inquire que se realizaria em Coimbra em novembro .  Ciente de que não era uma personagem e sim um clown, verdadeiro...  Que poderia utilizar  de todas as minhas  experiências de vida e de trabalho,de todas as angústias pessoais e sociais que vivenciei e ainda vivencio, de todas as observações  do cotidiano de adultos e crianças,  de todo movimentos observados ao redor,  para dar vida a objetos,  contar histórias, improvisar cenas e cenários, criticar e ridicularizar a política e as ações  indesejadas dos  políticos,  debochar de conceitos e preconceitos, morais, religiosos, utilizando  toda a minha criatividade e  expressividade para brincar, rir e fazer chorar com a minha própria história.
Conhecimentos estes que pude aperfeiçoar e aplicar durante a participação na Oficina de Clown, realizada pelo Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro .  A oficina, ministrada por Klaas Kleber , foi concluída com êxito, pela espetacular apresentação final dos trabalhos, onde cada dupla de aprendizes do ofício,  demonstrou  na prática, a importância da formação, da fundamentação teórica, dos exercícios  físicos, do treinamento corporal, facial, dentre outros, fundamentais para o aperfeiçoamento profissional e crescimento pessoal de cada um dos presentes.
E para fechar um ano riquíssimo em experiências artísticas tive a oportunidade de participar do “Auto de Natal Circense” com klaas Kleber e Anna Carminatti, pelas ruas e praças de Aveiro.
Atividades  prá “clown nenhum botar defeito”, diriam os mais velhos...

Olivia Batista
Professora Aposentada, Atriz e Educadora Ambiental
Barbacena/Minas Gerais/Brasil
Janeiro/2013








sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Maria Zoronga e a reciclagem de lixo


Foto: Maria Zoronga e a reciclagem no Encontro Presencial do Forum Saude Mental e Trabalho
Maria Zoronga, em homenagem aos catadores da ASCAS,  no Encontro Presencial do Forum Saúde Mental e Trabalho cujo tema foi Trabalho Informal,  realizado na UFSJ em 21/03/2013